O Conselho Deliberativo do Palmeiras decidiu nesta semana imortalizar mais um de seus atletas, e agora com todos os méritos o goleiro Marcos.
Para receber tal honraria faz-se necessário que o jogador nunca tivesse jogado contra o Verdão ao longo de toda a carreira o que, por exemplo, impediu a homenagem a Olegário Toloi de Oliveira, o Dudu, que contra o clube jogou pela Ferroviária de Araraquara. Vestiu a camisa verde por 617 jogos e ganhou com ela 9 títulos.
O primeiro busto erguido no Palestra foi de José Junqueira de Oliveira, o Junqueira, zagueiro da equipe em 341 jogos entre 1931 e 1945 e com 8 títulos conquistados. Foi, á época, motivação para uma frase marcante: “Pode o clube trocar de nome, mas ele não trocará de camisa”, e isto quando o Palestra Itália virou Palmeiras.
O segundo foi erguido em homenagem a Waldemir Fiume, meia, volante e quarto zagueiro, que atuou entre 1941 e 1958, conseguindo 7 titulos pela equipe. Tal era sua qualidade que era conhecido como “O pai da bola”.
O terceiro foi aquele que mais vezes vestiu a camisa alvi verde entre os homenageados: Ademir da Guia jogou 901 jogos, ganhou 17 títulos entre os anos de 1962 a 1977. Jogador clássico e de passadas largas, e por toda sua categoria ficou também conhecido como “O divino”.
E agora quem estará imortalizado, e na nova arena palestra, será Marcos Roberto Silveira Reis, o Marcão. Goleiro da equipe entre 1992 e 2012, vestiu a camisa esmeraldina por 532 jogos conseguindo 13 títulos. Foi merecedor de uma homenagem inusitada recentemente quando a torcida organizou uma procissão para “canonizar” seu jogador. Pelos “milagres” realizados em defesas fantásticas ficou também conhecido como “São Marcos”.
E agora, com jogadores não mais se apegando a clubes ou camisas, olhando única e exclusivamente para as questões financeiras, dificilmente a S.E. Palmeiras terá um dia a oportunidade de imortalizar mais algum, erigindo o quinto busto.
Estes serão, com certeza, e para a eternidade...
OS BUSTOS DO VERDÃO
Por Gustavo Caetano Rogerio |