Gustavo Caetano Rogério

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Gustavo Caetano Rogério, filho de Caetano Rogério e Aurélia Gallucci Rogério, nascido em 29 de Agosto de 1940, na Vila Mariana, São Paulo, casado e hoje viúvo de Neuza Geronimo Rogério.

 

Que representa o futebol para você?
Minha vida foi totalmente dedicada aos esportes e mais especificamente futebol e futebol de salão. Desde a infância tudo representava e quase cheguei ao profissionalismo, quando por questões familiares precisei desistir. Onde passei fundei clubes tais como: Dr. Siga FC(Seagers do Brasil S/A), ADC Resana(Resana S/A), Gasclube(Comgás). Minha mãe vivia o futebol, falando dele com propriedade e meu pai, Caetano Rogério, atuou em Portuguesa e Vasco da Gama á época do amadorismo.

Explique o que ocorreu para desistir e onde jogou?
Convidado por um diretor da Laborterápica Clube, e também diretor do Palmeiras, lá fiz testes (final dos anos 50) quando o técnico Oswaldo Brandão me puxou para treinar com os profissionais. Foi me exigido que treinasse todos os dias e isto não poderia fazer, pois já não tinha meu pai e trabalhava para sustento meu e de minha mãe. Não troquei o certo pelo inseguro á época, e fiquei com meu trabalho.

Onde mais jogou futebol e um fato marcante?
Iniciei no Estrela da Saúde nos infantis, fui vice Campeão do Torneio Vicente Feola, tradicional á época e promovido pela FPF, e na várzea como amador jogando pelo Estudantes da Vila Mariana e Olímpicus do Paraíso, passei também por Laborterápica Clube, Gelomatic Clube e Confab, disputando os campeonatos amadores do CPCID-LECI-ACEA e FPF, além de Santa Cruz e Botafogo de Guaianazes. No Olímpicus do Paraíso uma marca inesquecível: 105 partidas invictas marcando nelas 198 gols e sendo á época matéria de Thomaz Mazzoni na “A Gazeta Esportiva”.

E no futebol de Salão, onde passou?
Iniciei na segunda divisão no Grêmio Santos Coelho onde fui campeão paulista, indo após á SE Palmeiras clube que joguei por exatos nove anos. Encerrei a carreira no E.C. Banespa clube que atuei por duas temporadas.

E a arbitragem como aconteceu para você?
Sempre gostei, desde criança, de conhecer mais profundamente as regras do futebol e, também ainda criança já andava apitando pela várzea. Á época existiam primeiro e segundos quadros e quando eu jogava no primeiro, apitava o segundo e vice-versa. Na FPF fui levado por João Atala em 1980, fiz o curso de árbitros e iniciei minha carreira.

E o dirigente onde surgiu?
Além de nos clubes varzeanos e de industrias fui Presidente do Estrela da Saúde F.C., de onde, ao final do meu ultimo mandato, passei a ser Delegado da Presidência na FPF. Dirigi também o Centro Regional de Desportos Classistas juntamente com Marcelo de Castro Leite e João Atala. Em 1987 assumi o Depto, de Delegados da Presidência e em 1990 passei a ser o Supervisor Técnico da CEAF e instrutor dos árbitros, depois Gerente Administrativo e Diretor da Escola de Árbitros, onde encerrei em 2002.

E na CBF como atuou?
Lá exerci a função de instrutor, fui responsável pela região sudeste e centro oeste quando da criação da Escola de Árbitros Cel. Aulio Nazareno na CBF, ministrando palestras constantes, e levando á estas regiões suas primeiras pres temporadas para árbitros. Criei pres temporadas em outros estados do nordeste, além de palestras isoladas. Em 1998 após curso internacional fui escolhido, entre 27 participantes dos estados brasileiros, inspetor de árbitros da Conmebol.

O que destaca de sua passagem na FPF?
Inicialmente a tentativa de fazer um trabalho serio e honesto. Quando escalava esses eram os princípios, mas também com erros eventuais de seres humanos, mas nunca dolosos. A chamada “final caipira” entre Novorizontino e Bragantino(1990) foi a primeira mostra da seriedade do trabalho. Quando na Escola de Árbitros tenho a absoluta convicção de um trabalho de elevada qualidade juntamente com Edie Mauro Garcia Detofoli e Antonio Cláudio Ventura. Como Gerente Administrativo os piores momentos pelas características de direção de Eduardo José Farah. E como instrutor dos árbitros e idealizador técnico das pres temporadas, criamos a inovação copiada pelo Brasil e hoje utilizada por todas as Federações, além das técnicas para uso do Sprai, dupla arbitragem, tempo técnico, controles de bola rolando, media de faltas, limite de faltas nas partidas, etc.

Uma alegria?
Ter sido o formador de vários árbitros de ponta no futebol de São Paulo e do Brasil, além daqueles que chegaram á FIFA, e por algum tempo ter sido orientador técnico em pres temporadas em São Paulo, de árbitros como: Simon, José Mocelin, Cerdeira, Sidrack Marinho, Marcio Resende, Antonio Pereira, Wilson Mendonça, Dacildo Mourão, Julio Mattos, entre outros, além dos naturais de São Paulo, e o orgulho de ter sido o formador dos FIFAs. Paulo César de Oliveira, Marcelo Van Gasse, Ana Paula Oliveira, Maria Eliza Correia Barbosa, além de Wilson Luis Seneme e Emerson Augusto de Carvalho, árbitros inicialmente escolhidos para a Copa de 2014. Porém a alegria maior é ter passado pela arbitragem sem me corromper, aliás, uma obrigação e não uma virtude.

Uma decepção?
Diria duas: Não formados por mim, mas por 12 anos orientados por mim: Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, pelo mal que fizeram á arbitragem paulista e brasileira. A outra, a maldade constante das pessoas do meio, que fazem trampolin nas costas de pessoas sérias para tirar proveito e se locupletarem em cargos ou posições. Acendem uma vela para Deus, ao mesmo tempo em que agem diabolicamente, e assim o foi comigo.

Uma certeza:
De que a arbitragem não mudará nunca enquanto alguns de seus dirigentes somente se preocuparem com seus cargos, suas posições, seus rendimentos, deixando de serem autênticos. De que a arbitragem não mudará nunca quando quem a dirige se sujeitar ás interferências de dirigente maior. De que a arbitragem não mudará nunca enquanto o árbitro trocar, calado, a luta pela categoria por suas escalas.

Um recado:
É importante trabalhar para a arbitragem, é importante trabalhar, viver, e receber da arbitragem, mas é lamentável ser dirigente para, apenas receber e viver da arbitragem. Ela hoje precisa, para não ir ao caos em nosso país, de dirigentes autênticos e não de “dirigentes” extasiados única exclusivamente pelo poder e pelos valores e benesses que auferem por isso. Devem sim receber por seus trabalhos, mas não podem esquecer de quais são, prioritariamente, os seus trabalhos e obrigações.

Uma frase:
“Não confie totalmente nas pessoas, nunca diga que conhece a fundo este ou aquele ser humano, pois se assim você agir poderá, e muito, se decepcionar”.
 

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