A LINGUAGEM DO APITO...

Assistindo ao Bem Amigos no SPORTV, Arnaldo César Coelho fez uma observação totalmente pertinente e que mostra o pouco cuidado existente nos dias atuais com as técnicas de arbitragem, e em especial aquilo que chamamos de “a linguagem do apito”, ou seja, a instrução e orientação para que os árbitros “falem” a jogadores e publico sem necessitar falar, ou seja, usando seu apito para se expressar e, dependendo do som e da intensidade “mandar os recados que quer”, e nas infrações determinar, conforme sua interpretação, e no uso do apito, qual a gravidade de cada uma delas.
 
Um toque de mão simples em região de meio campo basta um “pi” o jogo para e todos entendem que não é necessário um cartão. Um toque de mão movido por intenção, “matando” um ataque já requer um “piii” maior justificando o cartão aplicado.
 
Uma falta comum requer aquele mesmo “pi” simples e sem maiores conseqüências, uma falta mais forte requer o “piiii” mais longo e ás vezes acompanhado do cartão.
 
A intensidade e o som, aqui jocosamente identificados pelos “piiis” sempre foi uma linguagem entendida por todos, dentro ou fora do campo de jogo, e alguns deles sempre servem como advertência ao jogador sem que o árbitro a ele se dirija, além de assim ser entendido no seu “recado” e sinal de alerta.
 
O que se referia Arnaldo e nos motivou á este texto foi o fato de que, nos dias atuais
não mais se observa os árbitros fazendo uso deste “gestual” necessário para se impor numa partida, para mostrar que está sabendo interpretar o ocasional do doloso, a falta simples da mais grave, ou até mesmo “o agora acabou”. Tem razão Arnaldo e a ele nos juntamos nestas observações.
 
Simplesmente fazer “piii” por noventa minutos sem graduar tal utilização não vai passar confiança aos jogadores, treinadores e torcedores, Por mais seguro que o arbitro estiver, certamente estará passando a todos que ali está alguém que a qualquer momento poderá ser “engolido” pelo jogo.
 
Além do apito também sempre fez parte das técnicas de arbitragem o uso dos gestos, especialmente das mãos, e ás vezes da expressão facial. Hoje em dia pouco deles se vê, resumindo-se ás concessões de vantagens e informação de acréscimos.
Ate os tiros de meta e tiros de canto tens gestuais hoje diversificados e as vezes até nem tem.
 
Arbitrar é uma arte, e a arte não pode prescindir de todo este gestual, e não pode pelo fato de que ela faz parte desta função, não nas mesmas proporções, mas como se fossem atores num palco representando uma peça, uma ópera, e na maioria das situações comunicando-se sem nada falar...
 
Cabem aos formadores, instrutores, orientadores, as responsabilidades da correta orientação aos mais jovens neste sentido. Não basta ao arbitro saber textualmente a Regra do Jogo. É humano e não é robô. O gestual do corpo, da face, das mãos e o uso correto do apito irão lhe ajudar na direção do jogo, e o farão muito mais entendido e respeitado por todos a cada situação.
 
 
 
Gustavo Caetano Rogério

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