Marcelo Rogério

Apresente-se: Nome, data de nascimento, filiação, natural de onde.
Marcelo Rogério, 10/10/71, Neuza Gerônimo Rogério e Gustavo Caetano Rogério, São Paulo-Capital.

Qual seu prato preferido e uma atividade de lazer preferida?
Arroz, feijão e frango ao molho.
Correr e Pescarias.

Qual seu ano de formação e alguns colegas de turma?
1998. Ana Paula Oliveira, Wilson Luis Seneme, Mauricio Antonio Fioretti, Carlos Augusto Nogueira Junior, Flavio Alexandre Silveira, Reinaldo Rodrigues dos Santos, Antonio Claudio Perin, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, Marcelo Alfieri.

O que lhe motivou fazer curso de arbitragem?
Acompanhava meu pai em palestras a clubes e imprensa e foi quando resolvi fazer o curso, mas somente para maior conhecimento, não imaginando até aqui que seguiria carreira.

Qual foi, se é que lembra, sua primeira escala?
Tenho anotação de todos os meus jogos. O primeiro bandeirando foi Santos x São Caetano em 15/8/98 e apitando foi Palmeiras x União Mogi em 15/8/98 em categorias de base.


Ainda na EAFI imaginava chegar aonde chegou?
Como já disse não imaginava seguir carreira, e ao decidir seguir enxerguei que poderia chegar sim.

Alguma partida ficou marcada para você?
Foram varias, pois quando se apita uma final é sempre especial e fica marcada. Fiz finais nas categorias Infantis e Juvenis, Juniores da 1ª. E 2ª. Divisão, Taça São Paulo de Juniores, Segunda Divisão, Serie A3, Série A2, além de Semi Final da A1 e Final como Árbitro Adicional. E é claro que o primeiro Corinthians x Palmeiras ninguém esquece.

Tem idéia de quantas partidas já arbitrou?
Somente computando partidas oficiais pela FPF, como arbitro central, já são 397. Pela CBF foram 15 totalizando 412 arbitragens. 94 reservas pela CBF e 20 pela FPF, além, de 13 como Arbitro Adicional. Considerando por quantidade de escalas, totalizam: 539 jogos.

Tem algum fato engraçado de alguma partida?
Apitando XV Caraguá e Tupã o presidente deste invadiu o campo dizendo: “Moro no mesmo prédio do Sr. Gustavo e não saio da casa dele. Você não apita nunca mais.”
Somente respondi: “É mesmo? Ele é meu pai e nunca te vi na minha casa”.
Outra foi em Birigui. Um senhor veio em minha direção antes da partida dizendo: “Bom dia Marcelo. Estive com o Sr. Gustavo e pedi um arbitro de personalidade.”. Para este respondi: “Desculpe, mas ele é meu pai e deixou a Federação há seis meses”.
Imaginaram as cenas?

Qual sua maior satisfação na arbitragem?
Ter meu pai como meu formador e ser um árbitro honesto e de caráter.

Qual sua maior decepção na arbitragem?
Ter sido vitima de uma armação, fruto de pessoas maldosas e que impediram minha carreira em nível nacional. Fui sacado do Quadro Nacional por uma canetada nojenta por simples demonstração de poder. Mas, aqui se faz aqui se paga.

O que lhe motivou a continuar após esse fato?
O amor adquirido a arbitragem, que é coisa muito seria, e o detalhe de que nunca vou me curvar a essas pessoas. Esperavam que eu parasse, mas me motivaram muito mais.

Quais as maiores dificuldades na carreira de um árbitro?
Conciliar seu trabalho com as palestras, os treinos e os jogos. Porém a maior é a falta de seqüência nas escalas quebrando seu ritmo.

Sorteio ou escala direta?
Escala direta. No sorteio você fica ás vezes mais de mês sem escala e aí sua bolinha cai para um clássico. É complicado isso.

Mais regras, mais administração, ou cada jogo é um jogo?
Tudo é um conjunto, mas cada jogo é um jogo.

Estudar as equipes que vai arbitrar é valido ou pode prejudicar?
Costumo estudar as equipes e características dos jogadores e entendo válido. Meu posicionamento, por exemplo, é definido após estudar de que forma as equipes saem para armar seus ataques.(lado do campo, com que jogador, tocando a bola ou lançando, etc.)

Melhor a orientação jogo a jogo, ou uma única para todos os jogos?
Quando se pode ter, melhor é orientação jogo a jogo. Tanto para o próximo como para as correções do anterior.

O que aconselharia a um árbitro iniciante?
Antes de qualquer coisa que tenha personalidade, honestidade, treinar e se dedicar aos treinos, estudar as regras constantemente, fazer uma analise jogo a jogo e ser persistente. E no meio, saber separar o joio do trigo.

Ao jubilar encerra a carreira ou tem planos para continuar?
Ao jubilar gostaria de estar no meio. Quem ama a arbitragem não consegue ficar longe.

Conclua da maneira que quiser sua entrevista:
Somente para dizer que para arbitrar é necessário ser uma pessoa honesta, HOMEM, pois a arbitragem passa, mas o HOMEM continua ate o fim de nossas vidas.
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