A MÃO NA BOLA E A BOLA NA MÃO

 Confesso que ate pouco tempo atrás via as questões de bola na mão ou mão na bola com critérios mais definidos, e decisões mais uniformes dos árbitros em todo mundo. Porém recentemente “alguém”, sem que se escrevesse textualmente nos Livros de Regras, inventou o tal “movimento natural” ou movimento antinatural” dos braços para definir marcação ou não de suposta infração.
 
A mão na bola ou a bola na mão tem que, necessariamente, ser entendida pelo ESPIRITO DAS REGRAS e não por “frases soltas” e de difícil compreensão. Não se pode em hipótese alguma deixar de observar que ela é, e deverá continuar sendo, a ÚNICA INFRAÇÃO PUNIDA POR INTENÇÃO e não por “assumir o risco de que a bola toque em seus braços ou suas mãos”.
 
A única maneira de se alterar estes conceitos, a única maneira de “forçar mais penalidades máximas e por conseqüência mais gols”, que a FIFA e o BOARD ao invés de “mandar recadinhos” através de seus instrutores parece querer, é alterar textualmente a regra que trata da questão.
 
O espírito “determina” que somente se marque com real intenção e isto não pode ser diferente sem que se alterem os textos. Um jogador quando salta na disputa de uma bola, e “por movimento natural” não pode saltar com os braços abaixados e por isto não pode “estar correndo o risco”, um jogador quando corre para uma disputa de bola
não tem como correr com os braços atrás das costas e “por movimento natural” não pode “estar correndo o risco”
 
A distancia do chute e a violência do chute entram decisivamente, além das observações acima, para analise e decisão. Ou será que “sempre que um jogador tentar evitar um chute, por posicionamento, e não por intenção, estará “assumindo correr o risco?”
 
Se um jogador, por disputar uma jogada estiver sempre “assumindo correr o risco” a Regra 12 deverá ser totalmente reformulada e não mais se poderá tentar evitar um chute ou roubar a bola do adversário, se é que podem me entender.
 
Gente, não inventem. As Regras SEM A CONJUGAÇÃO COM SEU ESPIRITO serão impossíveis de serem interpretadas, as Regras SEM A CONJUGAÇÃO COM SEU ESPIRITO transformarão cada um dos árbitros em robozinhos automatizados e seguindo rigidamente textos, textos e mais textos e fatalmente transformando o futebol num “vídeo game” sem emoção.
 
Não inventem, deixem a coisa como estava desde os primórdios do futebol, pois neste esporte não podem existir pessoas pelo mundo inventando tudo aquilo que depõe contra a sua beleza e emoção.
 
Mas, encerrando diria que se muitos no mundo não conseguem enxergar ou entender O ESPIRITO DAS REGRAS as confusões serão cada vez maiores...
 
 
 
 
Gustavo Caetano Rogério

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