Emidio M. de Mesquita

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Filiação Emygdio Pereira de Mesquita e Genilde Marques de Mesquita, nascido em 20 DE março de 1944, em Jacareí, casado, Engenheiro Civil e residente em Jacareí

Como e qual a razão da troca do basquete pelo futebol?
Arbitrei basquetebol durante dez anos, neste período pude ir a todas as competições possíveis em nível regional ,nacional e internacional. Concluído este ciclo fui convidado para ir para o futebol. Comecei na liga Municipal de Futebol de Jacareí para posteriormente me vincular a Federação Paulista, Confederação Brasileira, Confederação Sul-americana e Federação Internacional.

Ainda lembra de sua primeira escala no futebol? E a ultima?
Na Federação Paulista foi em janeiro de 1968 o jogo entre E.C. Taubaté x São Paulo F.C., inauguração do Estádio Joaquim de Morais em Taubaté e o ultimo pela Federação Goiana, em 1988,Guiatuba F.C. x Goiás F.C.

Uma partida que não lhe sai da memória qual teria sido?
Pelo ineditismo a partida entre Santos F.C. 2 x A.A. Ponte Preta 1 , pelo campeonato Paulista, na Vila Belmiro em Santos que marcou a despedida de Pelé com a camisa do Santos.

Como arbitro FIFA em que competições atuou?
Partidas eliminatórias da Copa do Mundo, Torneio Pré-olímpico, Torneio Olímpico, Copa Libertadores da America, Torneio Juventude da America.

Que função exerce junto á FIFA?
Instrutor de arbitragem e membro da comissão técnica do I.F.A.B.

Existem parâmetros da arbitragem de sua época e a atual?
São períodos muito distintos. Sem ser saudosista o meu período, os árbitros eram mais autênticos. Foi um período muito bom com a renovação sob todos os aspectos principalmente da credibilidade dos Árbitros. Foi uma fase preparatória para tudo aquilo que os árbitros podem usufruir hoje.

Quais as maiores diferenças nas arbitragens de seu tempo com a atual?
A maior diferença é a coragem. No meu tempo os árbitros eram mais autênticos, corajosos e independentes. Hoje estão muito dependentes do futebol.


Na sua época existiam árbitros digamos, diferenciados, e hoje ainda existe?
Em todas as épocas sempre vão existir árbitros diferenciados. Antigamente em maior quantidade. Hoje com mais raridade.

Para você os árbitros deixaram de ser autênticos e hoje estão “robotizados”?
Sim, falta espontaneidade, alegria no arbitrar, concordo com a expressão robotizados, falta muita percepção.

O limite de 45 anos é na sua opinião o ideal, ou perde-se experiência adquirida?
Sim,com a velocidade do futebol de hoje e com vigor físico que e praticado, esta idade e a ideal. A experiência deve ser usada na formação e no acompanhamento dos árbitros.

Árbitros já jubilados seriam excelentes Árbitros ?
Não sou favorável a utilização dos árbitros adicionais, haja visto os dois critérios distintos no mesmo jogo entre Vasco e Flamengo recentemente no campeonato carioca.

Contra ou a favor dos sorteio ?
Sempre contra, como igualar desigualdades. Este sistema é um absurdo, inventado por curiosos que não entendem nada de arbitragem.

Nos conte um fato marcante em sua carreira?
Ter chegado aonde já cheguei sem nunca ter esperado, foi um presente de Deus.

E um fato pitoresco, curioso ou atípico existiu?
Existiram inúmeros. como por exemplo ter de expulsar um bandeirinha em pleno campeonato brasileiro, num jogo em Natal, no Rio Grande do Norte, entre ABC e Internacional de Porto Alegre. Outro exemplo de ter sido acusado de arbitrar alcoolizado num jogo entre Desportiva do Espírito Santo e Vasco da Gama do Rio de Janeiro, também pelo campeonato brasileiro. Ter que encerrar um jogo Corinthians x Juventus no campeonato paulista no ultimo minuto devido os jogadores Juventinos em protesto impedirem a cobrança de um pênalti.

Pode citar alguns como os melhores “bandeiras” com quem trabalhou?
Num passado bem distante Germinal Alba, era pequeno no tamanho e grande nas atuações, nasceu bandeira. Meu querido amigo Abel Barroso Sobrinho, meu colega delegado da Federação, um assistente de grande percepção. Na minha liga de Jacareí o inesquecível Dydimo do Prado que foi o melhor de todos que trabalhei.

Portuguesa x Santos em 1973, algo que ainda não foi contado?
Um erro, sem querer, do arbitro da partida ao marcar um impedimento contra a Portuguesa, do lado em que eu trabalhava de assistente, impediu um ataque promissor do Enéas da Portuguesa que poderia ter mudado o resultado do jogo e do campeonato. Toda vez que este jogo vem a baila não se conta que nesta época era obrigada a execução dos cinco tiros da marca penal para apurar o vencedor de uma partida. O erro na contagem que induziu ao arbitro foi devido a uma equipe ter obtido maioria de tentos na cobrança e ter se eliminado a hipótese da obrigatoriedade de execução dos penais remanescentes.

Fique a vontade para encerrar esta entrevista como bem entender, ou algo que gostaria de destacar.
Arbitragem não é profissão e não é hobbie, é vocação. O individuo já nasceu arbitro ou não. Antes do árbitro o indivíduo, com sua personalidade, sua historia de vida, por que veio e pra que veio. Com humildade, com coragem e acima de tudo com independência. Sem medo de errar, pois o erro faz parte da natureza humana. O arbitro deve procurar sempre estar no lugar certo na hora certa e bem preparado para errar menos e para que isto ocorra deve lembrar sempre que a situação e que determina a ação. Somente alguém nestas condições e com alta percepção será um arbitro vitorioso. O futebol é tão grande que tem lugar pra todos,ate para os árbitros. Não há jogo de futebol sem árbitros dai a sua importância. Almejo sucessos a todos, indistintamente, que possam sempre criar momentos felizes para poderem ter sempre boas recordações. Obrigado pela lembrança.
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