Entrevistado do Mês: Vladimir Vassoler

Paulo, Vassolér, filhos, Vassoler, Mauro, Natalia, Aparecida, nPrato, Profissão, Tenho, Bancário, Leonardo, Bruno, Divorciado, estado, civil, nascimento, naturalidade, natural, Apresente-Se, nascido, nVladimir, filhoApresente-Se: Nome, data nascimento, estado civil, naturalidade, nome dos pais.
 
Vladimir Vassolér, nascido em 02/10/1968, natural de São Paulo, Divorciado, filho de Bruno Vassoler e Aparecida Bená Vassolér. Profissão Bancário.Tenho dois filhos, Leonardo Mauro Vassoler de 15 anos e Natalia Mauro Vassolér de 13 anos.
 
Prato preferido e atividade de lazer preferida?
 
Meu prato preferido é uma boa picanha acompanhada de salada de rúcula bem temperada. Gosto muito de um belo lanche americano.
Minha atividade de lazer preferida atualmente é estar com meus filhos  reunidos com a família, conversando, jogando cartas, enfim nos divertindo.
Gosto muito também de viajar e andar de bicicleta no Ibirapuera.
 
Quando se formou e cite alguns colegas de turma?
 
Fui formado na Arbitragem na turma de 1996/1997. Minha turma formou uma boa safra de árbitros, entre eles Cleber Abade, Rodrigo Braguetto, Vicente Romano Neto, entre outros que no momento não me recordo.
 
O que o motivou a fazer curso de arbitragem?
 
Sempre fui um apaixonado pelo futebol, sendo o meu maior sonho ser um jogador. Como não realizei este sonho, mesmo já bem estruturado na carreira de bancário, idealizava fazer alguma atividade relacionada ao futebol. Meu primo Luciano Vassolér que já estava na arbitragem me convidava para assistir algumas partidas onde ele atuava. No ano de 1996 fui acompanhá-lo em um jogo no Paulo Machado de Carvalho entre São Paulo FC e Guarani (partida válida pelo Campeonato Paulista de 1996). O árbitro desta partida foi Dalmo Bozzano de Santa Catarina. Neste jogo tive a oportunidade de acompanhar os bastidores do árbitro e fui muito incentivado pelo Dalmo Bozzano e Luciano Vassolér. Na mesma semana procurei a FPF para realizar o curso.
 
Qual foi sua primeira escala, se é que dela se recorda?
 
Minha primeira escala após o curso foi no CT do São Paulo FC . Partida de Sub 15 e 17 entre São Paulo e Osasco em 1997. Atuei as duas partidas como assistente.
Minha primeira partida entre equipes profissionais foi entre Itaquaquecetuba e Jacareí em 1998 (Lembro que o técnico do Itaqua era o Juari um dos maiores artilheiros do Santos FC – meninos da Vila)
Minha primeira partida na séria A1 do futebol Paulista foi em 1999 entre Inter de Limeira e Portuguesa Santista. (resultado final 2x2)
 
 
E a ultima e qual a razão de ter encerrado a carreira de maneira prematura?
 
Minha última partida foi entre Guaratingueta e Batatais em 2002. Foi um jogo extremamente difícil com muitos lances polêmicos e de difícil interpretação. O motivo do encerramento da carreira de forma prematura foi em função de algumas razões. Primeiramente conciliar a carreira Bancária com a Arbitragem não estava sendo fácil. Outra razão foi não compreender alguns critérios da comissão de arbitragem da época quanto as punições aos árbitros, não tendo transparência. Somente depois de 3 meses sem escala fiquei sabendo que estava punido por conta desta última partida.
 
 
Ainda na EAFI imaginava chegar aonde chegou?
 
Ainda como aluno pensava somente em estar no futebol por meio da arbitragem como um hobby. Jamais imaginei chegar onde cheguei. Embora tenha citado que a comissão de arbitragem da época não foi transparente, não posso reclamar das oportunidades. Tive muitas e aproveitei, me dedicando de forma intensa, ou seja, deixou de ser um hobby e passou a ser minha segunda “profissão”. 
 
Onde foi sua estréia no Paulistão? E sua auto critica nesta partida?
 
Inter de Limeira e Portuguesa Santista em 1999.
Entendo que atuei muito bem nesta partida e com muita personalidade. Lembro que apliquei cartão vermelho a dois atletas da Inter de Limeira. O goleiro de uma das equipes (não me recordo de qual) era o Ronaldo ex-Corinthians. Ele me testou com freqüência, pois sabia que era um árbitro novo e estreando no Paulistão.
 
Tem idéia de quantos jogos apitou? Qual o mais significativo para você?
 
Não tenho idéia da quantidade de jogos nestes 05 anos de carreira. O jogo mais significativo foi entre Santos e São Paulo na Vila Belmiro, jogo de oitavas de final do Paulistão de 2000. Lembro que foi dupla arbitragem e atuei nesta partida com Salvio Spínola.
 
Alguma partida, além da citada, ficou marcada para você? Qual a razão?
 
Partida em 1999 válida pelo Paulistão série A3 entre Bandeirantes de Birigui e Rio Preto.
A partida foi suspensa aos 84 minutos por falta de segurança. As equipes de arbitragem e do Rio Preto ficaram por 50 minutos no centro do campo de defendendo de muitas pedras que torcedores arremessavam. Somente depois de 50 minutos a PM conseguiu retirar todos os torcedores do estádio e conseguimos se dirigir aos vestiários.  Lembro que toda estava confusão foi provocada por um jogador do Rio Preto que foi substituído, na qual deixei muito claro em relatório.
 
Algum fato engraçado em uma de suas partidas?
 
Diria ser um fato inusitado e não poderia acontecer com outra equipe.
Foi no Paulistão de 2000 partida entre Portuguesa e Matonense, onde anulei um gol, pois  a bola murchou antes de ultrapassar a linha de gol. Foi um lance com o atacante Bentinho da Portuguesa. Somente consegui perceber que a bola estava murcha em função da proximidade do lance proporcionada pela dupla arbitragem na época.
 
Qual sua maior satisfação na arbitragem?
 
Foi realizar um sonho de conhecer o futebol nos seus bastidores, ou seja, participar ativamente de uma atividade que eu era apaixonado.
 
Quais as maiores dificuldades na carreira de um árbitro?
 
Conciliar carreira de árbitro com outra atividade profissional
Lidar com as críticas sem fundamento e conhecimento.
Não ser uma atividade profissional regulamentada.
Ser manipulado por interesses políticos do meio.
Não ser uma classe unida.
Não ter um sindicato da categoria que realmente o represente e sem conflitos de interesse
 
Preferiria os sorteios ou as escalas diretas?
 
Sem dúvida alguma escala diretas. Um árbitro precisa de sequência de trabalho e desenvolvimento.
 
Mais regras, mais administração ou cada jogo é um jogo?
 
Cada jogo é um jogo, porém sempre baseado nas regras e acima de tudo no espírito do jogo.
 
O que aconselharia a um árbitro iniciante?
 
Na minha rápida carreira, entendo que tive sucesso, pois fui estudioso, cuidei intensamente da saúde física e acima de árbitro fui sempre um ser humano pautado na ética e respeito.
 
A arbitragem, além dos gramados, o ajudou em algum outro aspecto?
 
Me ajudou muito na minha carreira profissional e pessoal. Identifiquei que somos capazes de muito mais. Aprendi a lidar com desafios e tomadas de decisões.
 
 
 
 
Conclua da maneira como quiser sua entrevista:
 
Não posso deixar de mencionar que, para chegar onde cheguei, fui muito bem formado e incentivado por Gustavo Caetano Rogério, pessoa que tenho grande admiração e gratidão. Muito obrigado mestre!

Fale Conosco

Segunda a Sexta - 09:00 as 18:00
Sáb. e Dom. - 07:30 as 13:30
11 3392-5440
aagsp@aagsp.com.br
Obrigado por sua visita
Volte Sempre
  

Associação de Árbitros da Grande São Paulo

Rua Luís Mariani, 46, Sala 8 Centro

9390050

11 3392-5440

photo AAGSP - Associação de Árbitros da Grande SP
Work:
Rua Luís Mariani, 46, Sala 8 Centro
Mauá,SP   9390050
Work:11 3392-5440