FALTA DE ORIENTAÇÃO

FALTA ORIENTAÇÃO
 
De ha muito defendo a tese de que temos árbitros com excelente potencial, jovens promissores, mas faltando a eles um lado de extrema importância na arbitragem e que diz respeito ás questões emocionais, equilíbrio, técnicas de arbitragem e conjugação de texto/espírito para aplicação das dezessete regras.
 
FALTA MAIOR E MELHOR ORIENTAÇÃO...
 
Cada jogo é um jogo e de cada jogo o mais importante é que o árbitro dele faça leitura. As regras são as mesmas para cada um deles, mas não podem ser aplicadas da mesma maneira, e isto não quer dizer que se descumpra a lei. O jogo deve ser "lido" a todo momento, o jogo deve ser "estudado" nas suas atipicidades, o jogo deve ser "comandado" sobre a análise de suas características.
 
Existe a partida em que é necessário o constante uso do apito, mas também existe a partida em que é importante deixar a "bola rolar". Existe a partida em que, pela disciplina reinante, faltas de jogo não movidas por intenção podem ser relevadas sem punições disciplinares bastando um gesto ou uma advertência verbal. Existe a partida em que, por característica ríspida inicial os cartões têm de aparecer rapidamente para inibição.
 
Um árbitro de futebol não pode ter o mesmo comportamento ontem, hoje ou amanhã nas questões técnicas ou disciplinares. É o jogo quem vai lhe determinar de que forma deverá se comportar. Cada jogo é um jogo, mas o árbitro não pode ser o mesmo em cada jogo. Existem peculiaridades antes, durante e até mesmo depois de cada partida.
 
Praticar as regras não é "ler o livro" e aplicar. É preciso conjugar, é preciso pensar, é preciso, acima de tudo, comandar. Mas comandar não quer dizer, necessariamente, "eu mando e ponto final". Comandar é ter equilíbrio, comandar é agir com igualdade, comandar é respeitar para ser respeitado.


Pouco adianta orientar um árbitro para que cumpra as regras do jogo sem que a ele se diga que cada uma delas tem um ESPÌRITO, e é esse ESPÌRITO que traz o equilíbrio, que traz a compreensão maior de cada texto, que traz a compreensão do conjunto das dezessete regras e por conseguinte traz, para cada jogo, a melhor forma de condução.
 
Ler o livro para orientar é orientar mal se, a cada parágrafo não se mostrar o que "está embutido" naquele texto. Ler o livro para orientar é formar “robozinhos" que nos momentos de partida somente irão lembrar "do que está escrito e é preciso cumprir". 
 
Faltam, e por demais, orientações ligadas ás técnicas de arbitragem, gestos, sinais, colocação, movimentação, hora de acalmar, hora de falar e hora de punir.
 
O Orientador do passado partia sempre do ESPIRITO para orientar sobre este ou aquele texto pois, "sabendo o que a regra quer" a aplicação fica mais fácil e mais coerente. Mas ao que parece pouco se usa o ESPIRITO para que o árbitro compreenda cada situação de texto, cada situação de momento de partida, "quando é hora do sim, quando é hora do não" e hoje somente se forma com os textos frios que as dezessete regras determinam.
 
De nada adianta tirar nota dez nos testes de conhecimento e estar entre os primeiros dos "rankings"; "quem tira dez decorou" e se decorou somente lembrará na hora de agir "daquilo que decorou" e dentro de um campo de futebol, no comando de uma partida, o ESPIRITO DO JOGO irá lhe mostrar que não é bom decorar, e sim CONJUGAR...
 
Sem a sensibilidade de "o que é este jogo", sem a sensibilidade de "o que é praticar as regras", sem a sensibilidade de "o que é comandar sem extrapolar", sem a sensibilidade "de que arbitrar é pensar", nunca mais iremos formar ou ter árbitros do mesmo nível que se tinha em tempos outros...
 
A qualidade existe, lhes garanto, mas falta maior e melhor orientação...
 
 
Gustavo Caetano Rogério
 
  
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