DE NOVO O VIDEO ?

DE NOVO O VÍDEO?
 
Antes de qualquer coisa quero, mais uma vez, afirmar que sou totalmente favorável ao uso das imagens para melhor legitimar os resultados nas partidas de futebol. Não tenho nenhuma duvida de que, bem utilizado, com gente bem treinada nas cabines, e acima de tudo com inteligência, a coisa trará somente o bem ao esporte.
 
Porém aqui entre nós as coisas parecem "complicadas demais" e nas duas oportunidades em que oficialmente foi usado tivemos problemas sérios. Sport x Salgueiro decidiram em duas partidas o Campeonato Pernambucano e, na primeira a decisão da arbitragem demorou coisa próxima dos seis minutos, num lance em que olhando-se uma única vez já se teria, claramente, a definição.
 
Nesta semana, quarta feira, foi jogada a segunda partida na cidade de Salgueiro e não é que novamente acontece um lance onde o árbitro de vídeo é requisitado, lance importante pois aconteceu o gol da equipe local, e numa ação de Emerson Augusto de Carvalho é o mesmo invalidado. Na duvida então, recorrre-se á Pericles Bassols que estava na cabine de vídeo.
 
Um tiro de canto é batido pela esquerda do ataque do Salgueiro, a bola viaja para a área do Sport, jogadores disputam a bola pelo alto e acaba saindo o gol. Quando todos comemoram lá está o Assistente com a bandeira levantada apontando irregularidade. Impedimento? claro que não. Falta do ataque? claro que não. Informa o Assistente que na cobrança do tiro de canto a bola saiu.
 
Ok, até aí tudo bem, e se a bola saiu o vídeo comprovará e a arbitragem será salva, o resultado será legitimo, e a finalidade da inovação merece parabéns. Pois bem, o gol do Salgueiro acaba sendo anulado CINCO MINUTOS DEPOIS. Confesso ter visto inumeras vezes o vídeo do lance e em nenhum momento observei que a bola realmente houvera saído, mas é somente uma minha opinião e não uma afirmação.
 
O que quero demonstrar é que se você recorre ao vídeo pois ao vivo não conseguiu ter certeza, não poderá nunca LEVAR CINCO MINUTOS VERIFICANDO se realmente a bola saiu. Se precisaram cinco minutos de verificação para terem a decisão, claro está de que DUVIDAS HOUVERAM PARA DECISÃO FINAL, E NÃO TIVERAM ABSOLUTA CERTEZA.
 
Se realmente a bola tivesse saído e com toda a "parafernália" existente seria muito fácil, em 30 segundos, mandar a informação ao árbitro e o jogo reiniciar com tiro de meta. Mas, perdão por ser repetitivo, SE LEVARAM CINCO MINUTOS PARA TOMAR A DECISÃO NENHUM DELES TEVE CONVICÇÃO E SIM SOMENTE DÚVIDAS.
 
Conclusão: "In dubio pro reo" não e mesmo? é questão de legitimidade...
 
ET. IN DUBIO PRO REO é uma expressão latina que significa literalmente na duvida, a favor do réu. Ela expressa o princípio jurídico da presunção da inocência, que diz que em caso de DUVIDAS (Insuficiência de provas) se favorecerá o réu...
 
Espero ter sido... entendido.
 
 
Gustavo Caetano Rogério
Junho 2017

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